O
dispositivo intrauterino (DIU) que merece ser falado
“Quando você
pensa nele, o DIU é realmente uma história de sucesso não
alardeada, subpromovida”. Ouvida durante uma conversa entre
dois especialistas em saúde reprodutiva participando de uma
recente reunião na OMS, esta declaração contém muita verdade.
Como um pequeno pedaço de plástico envolvido em cobre com fios
ligados a ele pode permanecer quieto no útero de uma mulher
proporcionando um alto grau de proteção amplamente sem
problemas contra gravidez ano após ano por dez anos ou mais é,
de fato, algo a ser comentado.
Além de
proporcionar contracepção duradoura e altamente eficaz, o DIU
é um método rapidamente reversível; é barato de produzir; não
tem efeitos conhecidos sobre o leite materno ou a amamentação;
não interfere com o intercurso sexual ou com qualquer tipo de
medicamento e, talvez o melhor de tudo, uma vez estando no
lugar, sua usuária pode mais ou menos esquecer dele.
É claro, há
dois lados de todas as histórias, mesmo de uma história de
sucesso. Os DIUs produzem períodos menstruais mais longos,
mais intensos e algumas vezes dolorosos, especialmente durante
os primeiros 3-6 meses de uso. Eles também precisam ser
introduzidos - ou retirados - por um profissional de saúde
qualificado, freqüentemente um médico, e isto pode aumentar o
custo global do método. Muito ocasionalmente eles podem ser
expulsos, possivelmente sem o conhecimento da usuária. E o que
é mais perturbador, mulheres usando DIUs têm maior risco de
desenvolver doença inflamatória pélvica - uma causa de
infertilidade - dentro das três primeiras semanas da inserção;
o risco absoluto, entretanto, é baixo para mulheres que tenham
um baixo risco de contrair infecções sexualmente
transmissíveis. Além disto, em uma proporção muito pequena dos
casos, um DIU, particularmente se não for introduzido
corretamente, pode perfurar a parede do útero. No total,
entretanto, o DIU é um dos métodos contraceptivos mais seguros
e melhor tolerados disponíveis.
Esta edição da
Progress é dedicada ao DIU. Ela é aberta com uma
descrição histórica do desenvolvimento das últimas e mais
eficazes versões do DIU (página 2). Como esta descrição
mostra, durante a década de 1970 a tecnologia do DIU realmente
decolou, quase tumultuando o mercado com uma profusão de
dispositivos diferentes e exigindo uma ligação de usuárias e
profissionais de saúde para orientação sobre a escolha das
versões mais seguras, mais eficazes e mais amigáveis à
usuária. Primariamente, em resposta a esta necessidade,
através de uma série de testes internacionais em coortes
impressionantemente grandes de mulheres, a HRP monitorou nas
últimas três décadas o desempenho e o registro de segurança
dos DIUs mais populares. Graças a estes testes, pelo menos
três dos quais ainda estão em andamento, a HRP conseguiu
apresentar dados sobre a segurança e eficácia de diversos
DIUs, o que facilita escolhas informadas pelas usuárias e
pelos profissionais de saúde. Para uma atualização destes
testes em andamento.
Esta edição de
Progress também aborda os esforços sendo atualmente
feitos pelos oficiais de planejamento familiar e saúde
reprodutiva chineses para melhorar seus serviços de saúde
reprodutiva, particularmente no fornecimento de DIUs (páginas
4-6). Estes esforços, que são apoiados pela HRP, aproveitaram
a rede de centros e pesquisa que a HRP construiu na China nos
últimos 30 anos. Mais recentemente, os oficiais chineses
começaram a usar uma “abordagem estratégica” desenvolvida pela
HRP e por seus parceiros para acelerar o processo de mudança
com o qual as autoridades de planejamento familiar e saúde
reprodutiva da China estão claramente comprometidas.
Breve histórico dos DIUs modernos
A tecnologia
do DIU transcorreu um longo caminho desde que os primeiros
DIUs de plásticos (os Lippes Loop, Margulies Spiral,
Saf-T-Coil e outros) surgiram em cena na década de 1960. Até o
final daquela década, os pesquisadores descobriram que a
adição de cobre ao plástico produzia um DIU que era mais
eficaz na prevenção da gestação e provocava problemas de
sangramento em uma freqüência menor.
Os primeiros
DIUs contendo cobre - Copper-7, TCu-200 e Nova T - surgiram no
início da década de 1970, mas eles precisavam ser substituídos
a cada dois ou três anos. A pesquisa adicional no final da
década de 1970 produziu DIUs de cobre de segunda geração
possuído maiores quantidades de cobre: entre os exemplos mais
conhecidos estão o TCu-380A, TCu-220C e Multiload-375. Estes
dispositivos não apenas reduziram a incidência de efeitos
colaterais em comparação com os DIUs anteriores, mas também
tinham taxas de falha significativamente menores.
Enquanto isto,
em meados da década de 1970, a HRP entrou em cena em resposta
à necessidade de estudos independentes bem projetados que
possibilitariam as comunidades científica e de saúde pública
julgar os méritos relativos do excesso de dispositivos
disponíveis na ocasião e ajudariam os governos e organizações
não governamentais a fazer escolhas informadas sobre quais
dispositivos incluir em seus programas de planejamento
familiar.
Em 1975-1976, a
HRP lançou um estudo envolvendo aproximadamente 3.000 mulheres
em nove países comparando três dos DIUs mais populares da
época: o Lippes Loop, TCu-220C e Copper-7. Em 1979, o TCu-220C
se destacou, com menores taxas de falha e menores taxas de
expulsão que os outros dois aparelhos.
Em meados da
década de 1980, entretanto, a popularidade dos DIUs despencou
quando os pesquisadores ligaram um DIU, o Dalkon Shield, a
abortos sépticos relativamente freqüentes (isto é, abordos ou
ameaças de aborto associados a infecção pélvica), no segundo
trimestre e gestação. Este DIU, que foi lançado em 1971 nos
Estados Unidos, foi retirado em 1974 em vista do litígio e da
cobertura adversa da imprensa. Todo o mercado de DIUs,
entretanto, foi afetado pelo problema do Dalkon. Procurada
para se pronunciar sobre a questão, a OMS convocou um grupo
científico de especialistas em 1986. Eles concluíram que “o
uso de DIUs, tanto em países desenvolvidos quanto em países em
desenvolvimento, deve continuar a ser apoiado como um método
confiável e seguro de regulação de fertilidade reversível”. Os
especialistas observaram também que os dispositivos de cobre
mais novos, principalmente o Multiload-375 e TCu-380A, eram,
após dois anos de uso, significativamente melhores na
prevenção na gravidez que seus predecessores. Eles julgaram
também que os resultados que haviam se tornado disponíveis a
partir dos estudos de longo prazo da HRP justificavam uma
extensão da vida útil destes DIUs de cobre de dois para no
mínimo cinco anos.
Naquela época,
iniciando em 1979, a HRP havia lançado cinco estudos
multicêntricos internacionais sobre diversos DIUs, incluindo o
Multiload-250 (predecessor do Multiload-375), Nova T e um novo
tipo de dispositivo liberador de hormônio, Progestasert, um
DIU com liberação de progesterona lançado em 1976. No momento
da reunião do grupo de especialistas da OMS de 1986, os
grandes estudos de coorte multicêntricos sobre o TCu-220C
(iniciado em 1974) e sobre o TCu-380A (iniciado em 1979) ainda
estavam em andamento. Após a reunião, a HRP lançou estudos
sobre o Multiload-375 (lançado em 1985) e Flexigard, um DIU
sem estrutura composto por seis luvas de cobre sobre um fio de
nylon cirúrgico, lançado em meados da década de 1990 e em
1989-1990 iniciou um teste comparando o Multiload-375 e o
TCu-380A.
Ao final de
2001, três DIUs se destacaram - TCu-380A, Multiload-375 e
Mirena (ou LevoNova), um dispositivo liberador de
levonorgestrel lançado em 1984 - e a HRP ainda estava
preparando três testes multicêntricos internacionais de longo
prazo envolvendo grandes coortes de mulheres.
Um excesso de DIUs: mas quão
seguros e quão eficazes?
Quanto menos
inserções uma mulher for submetida, menor o seu risco de
doença inflamatória pélvica.
Com quase 160
milhões de usuárias, ou 15% das mulheres em idade reprodutiva
do mundo, o DIU é o segundo método anticoncepcional mais
popular do mundo, após a esterilização (187 milhões, ou 18%).
Muito da popularidade dos DIUs resulta de sua eficácia - uma
taxa de falha de 0,6-3,0% - combinada com sua longa duração de
ação - de cinco a pelo menos dez anos para diversos DIUs
atualmente no mercado. Por causa de suas longas vidas úteis,
os DIUs exigem menos visitas aos profissionais de saúde, o que
significa menor gasto de dinheiro, tempo e esforço - um ativo
muito apreciado nos países em desenvolvimento.
Uma desvantagem
dos DIUs é sua tendência de provocar sangramento menstrual
intenso, algumas vezes doloroso. Outros problemas, apesar de
relativamente infreqüentes, são a expulsão do dispositivo e
gestação ectópica. Um problema mais sério é o risco quase
dobrado de doença inflamatória pélvica, o que algumas vezes
resulta em infertilidade. Este risco é particularmente alto em
mulheres com infecção sexualmente trasmitida.
Ele é maior também nas primeiras semanas após a inserção do
DIU. De fato, quanto menos inserções uma mulher for submetida
menor o seu risco de contrair doença inflamatória pélvica em
sua vida. Os DIUs contendo cobre mais novos, por exemplo,
podem permanecer seguramente no lugar por dez anos e
possivelmente mais e, portanto, apresentar um risco menor de
doença inflamatória pélvica do que os DIUs contendo dobre
anteriores ou mesmo os DIUs de liberação de hormônios mais
recentes, que exigem substituição em poucos anos.
Entre 1974 e
1990, a HRP lançou dez grandes testes sobre a segurança e
eficácia de um total de seis DIUs diferentes - Multiload-250,
Nova T, Progestasert, TCu-220C, TCu-380A e Flexigard. Três
testes multicêntricos de longo prazo envolvendo grandes
coortes de mulheres ainda estão em andamento:
◦
Um teste, sobre o
TCu-380A, continuará até 2004, momento no qual as evidências
podem garantir o prolongamento da vida útil do dispositivo
além dos dez anos atualmente aprovados.
◦
O segundo teste, que
teve início em 1989-1990 para comparar o TCu-380A e
Multiload-375, foi prorrogado e envolve agora aproximadamente
4.000 mulheres atendidas em 19 centros em oito países: após
dez anos, os resultados demonstram que o TCu-380A é tão seguro
quanto o Multiload-375, mas quase duas vezes mais eficaz
(Tabela 1) e muito mais barato (até 1/8 do preço do
Multiload-375). E o que é melhor, o TCu-380A tem uma vida útil
aprovada de dez anos, em comparação com os dois anos do
Multiload-375.
◦
O terceiro teste,
iniciado em 1993 para comparar o TCu-380A com o DIU liberador
de levonorgestrel Mirena, envolve atualmente aproximadamente
4.000 mulheres em 20 centros e dez países. Os resultados
provisórios após seis anos de uso, no final de 2001,
apresentam menores taxas de gestação para o Mirena do que para
o TCu-380A (0,6% x 2,0%), mas problemas menstruais muito mais
freqüentes (36% x 11%) (Tabela 2).
Tabela 1.
A probabilidade cumulativa em dez anos (em junho de 2001),
expressa como uma porcentagem, de mulheres retirando os
dispositivos intrauterinos TCu-380A e Multiload-375, em razão
de descontinuação.
|
|
TCu-380A
% |
Multiload-375
% |
Significativo
(em 5%) |
|
Total de
gestações |
3,4 |
5,4 |
Sim |
|
Gestações ectópicas |
0,8 |
0,1 |
Sim |
|
Gestação intrauterina |
2,7 |
5,3 |
Sim |
|
Expulsões |
11,6 |
14,9 |
Sim |
|
Retirada
por razões médicas |
29,9 |
30,3 |
Não |
|
Por
doença inflamatória pélvica |
0,4 |
0,5 |
Não |
|
Perda de
acompanhamento |
11,3 |
10,6 |
Não |
|
Taxa de
continuação |
39,7 |
36,7 |
Não |
DIUs também para contracepção de
emergência
Para uso de
longo prazo, os DIUs são normalmente melhor inseridos durante
o período menstrual da mulher, quando o cérvix está mais
dilatado do que em qualquer outra ocasião no ciclo mensal. Em
1976 surgiu o primeiro relatório de um DIU sendo utilizado
após o coito para evitar uma gravidez indesejada. Desde então,
a inserção de um DIU dentro de cinco dias do intercurso foi
demonstrada como sendo segura e com eficácia de 98-99% quando
usado para contracepção de emergência. Claramente, para uso
como um procedimento de emergência, esperar pelo “momento
certo”, isto é, o período da mulher, não é uma opção.
Entretanto, um DIU inserido a qualquer momento do ciclo que
não durante a menstruação, teria maior probabilidade de ser
expelido do que se fosse inserido durante a menstruação?
As descobertas
feitas em 2000 a partir de um estudo multicêntrico lançado
pela HRP na China em 1998 e envolvendo quase 2.000 mulheres
demonstrou que o DIU contendo cobre TCu-380A inserido dentro
de cinco dias do intercurso, mas fora do período de
sangramento menstrual de uma mulher, é tão seguro, tão
confiavelmente alojado no útero e tão eficaz - 100% eficaz
para todos os ciclos menstruais nos quais ele foi utilizado
para contracepção de emergência neste estudo - quanto quando
ele é inserido durante o período de uma mulher.
Tabela 2.
Probabilidade cumulativa de seis anos (em dezembro de 2001),
expressa como uma porcentagem de uma mulher retirando o
dispositivo intrauterino TCu-380A e o dispositivo liberador de
levonorgestrel Mirena.
|
|
TCu-380A
% |
DIU
Levonorgestrel
% |
Significativo
(em 5%) |
|
Total de
gestações |
2,0 |
0,6 |
Sim |
|
Gestação intrauterina |
1,8 |
0,6 |
Sim |
|
Gestação ectópica |
0,1 |
0,0 |
Não |
|
Total de
expulsões |
8,2 |
7,8 |
Não |
|
Expulsão
completa |
1,7 |
3,0 |
Sim |
|
Expulsão
parcial |
6,6 |
4,9 |
Não |
|
Perfuração |
0,0 |
0,1 |
Não |
|
Doença
inflamatória pélvica |
0,0 |
0,3 |
Sim |
|
Razões
menstruais |
10,7 |
36,2 |
Sim |
|
Amenorréia |
0,6 |
23,8 |
Sim |
|
Sangramento reduzido |
3,0 |
11,2 |
Sim |
|
Sangramento aumentado |
7,0 |
5,6 |
Não |
|
Dor |
5,9 |
5,2 |
Não |
|
Relativo
a hormônio |
0,1 |
4,9 |
Sim |
|
Relativo
a outro dispositivo |
0,6 |
0,9 |
Não |
|
Total de
retiradas relacionadas ao dispositivo |
24,9 |
47,9 |
Sim |
|
Retiradas
não relacionadas ao dispositivo |
11,3 |
15,9 |
Sim |
|
Taxa de
continuação no método |
66,6 |
43,8 |
Sim |
Abordagem estratégica da OMS para
melhorar a assistência médica reprodutiva
Uma “estrutura
de sistemas” tomada emprestada de princípios modernos de
administração sustenta a abordagem estratégica da OMS para
melhorar os serviços de planejamento familiar e serviços que
lidam com outras áreas de saúde reprodutiva, tais como,
infecções do trato reprodutivo (incluindo infecções
sexualmente transmitidas, saúde materna, aborto inseguro,
câncer cervical e saúde reprodutiva na adolescência).
A abordagem é
baseada na assunção de que as decisões sobre as políticas e
programas de saúde reprodutiva devem ser baseadas em um
entendimento das interações entre clientes, do sistema de
prestação de serviço e do mix de serviços e tecnologias sendo
prestados, bem como sobre como estas interações são
influenciadas por fatores sociais, culturais e políticos e por
esforços para reformar o sistema de saúde. A abordagem
estratégica é um processo participativo que exige uma
perspectiva multidisciplinar e o envolvimento de muitos
participantes.
A abordagem é
aplicada em três estágios: uma avaliação estratégica (Estágio
I), pesquisa de ação (Estágio II) e escalonamento (Estágio
III). O Estágio I envolve uma avaliação das necessidades e
perspectivas das usuárias, tecnologias e serviços disponíveis
e a capacidade do sistema de prestação de serviço, visando
definir estratégias para melhorar a qualidade da prestação de
serviço em saúde reprodutiva. O Estágio II envolve pesquisa de
ação para projetar e testar as recomendações e intervenções
propostas. O Estágio III utiliza resultados de pesquisa e
lições aprendidas no Estágio II para desenvolvimento de
política e programa e para o escalonamento de intervenções.
Desde
1993, 18 países têm usado a abordagem estratégica da
OMS, com apoio da HRP e/ou de outras organizações. Para
maiores informações (páginas na web sobre Abordagem
Estratégica)
(Strategic
Approach web pages).
Recomendações para uso do DIU
Uma mulher
pode ter um DIU contendo cobre inserido a qualquer momento de
sua conveniência dentro dos primeiros 12 dias após o início do
sangramento menstrual, não apenas durante a menstruação.
Os
antibióticos profiláticos geralmente não são recomendados para
a inserção do DIU. Entretanto, em locais com alta prevalência
de infecções sexualmente transmitidas e seleção limitada de
infecções sexualmente transmitidas, a profilaxia pode ser
considerada.
1 - Quando
um DIU contendo cobre pode ser inserido?
Em mulheres
menstruadas:
◦
Uma mulher pode ter
um DIU contendo cobre inserido a qualquer momento, por sua
conveniência, dentro dos primeiros doze dias após o início do
sangramento menstrual, não apenas durante a menstruação. Pelo
fato do DIU ser imediatamente eficaz, nenhuma proteção
contraceptiva adicional é necessária.
◦
O DIU contendo cobre
também pode ser inserido a qualquer outro momento durante o
ciclo menstrual, por conveniência da mulher, se for
razoavelmente certo que a mulher não está grávida. Nenhuma
proteção contraceptiva adicional é necessária.
Troca de um
outro método
◦
Uma mulher pode ter
o DIU contendo cobre inserido imediatamente, se ela estiver
razoavelmente certa que não está grávida. Não há necessidade
de aguardar o próximo ciclo menstrual. Nenhuma proteção
contraceptiva adicional é necessária.
2 - O que
ocorre se uma mulher sofrer anormalidades menstruais quando
usando um DIU contendo cobre?
Manchas ou
sangramento leve entre períodos menstruais
◦
Manchas ou
sangramento leve são comuns durante os 3-6 meses de uso de
DIUs contendo cobre. Isto não é prejudicial e normalmente o
sangramento diminui com o tempo.
◦
Se uma mulher
desejar tratamento, uma administração curta de medicamentos
antiinflamatórios não esteróides (NSAIDs) pode ser
administrado durante os dias de sangramento.
◦
Em mulheres com
manchas e sangramento persistentes, descarte problemas
ginecológicos quando clinicamente garantidos. Se o problema
ginecológico for identificado, trate a doença ou encaminhe
para tratamento.
◦
Se nenhum problema
ginecológico for encontrado e a mulher achar o sangramento
inaceitável, retire o DIU e a ajude a escolher um outro
método.
Sangramento
menstrual mais intenso que o normal ou prolongado
◦
O sangramento
menstrual mais intenso que o normal e prolongado é comum
durante os primeiros 3-6 meses de uso de um DIU contendo
cobre. Normalmente isto não é prejudicial e normalmente o
sangramento se torna mais leve com o passar do tempo.
◦
O seguinte
tratamento pode ser oferecido durante os dias de sangramento
menstrual:
‑
Medicamentos
antiinflamatórios não esteróides (NSAIDs)
‑
Ácido tranexâmico
(um agente hemostático)
‑
Aspirina NÃO deve
ser usada
◦
Exclua problemas
ginecológicos quando clinicamente garantido. Se um problema
ginecológico for identificado, trate a doença ou encaminhe
para tratamento.
◦
Se o sangramento
continuar muito intenso ou prolongado, especialmente se houver
sinais clínicos de anemia ou se a mulher achar o sangramento
inaceitável, retire o DIU e ajude-a a escolher um outro
método.
◦
Para evitar anemia,
prescreva um suplemento de ferro e/ou sugira alimentos
contendo ferro.
3 - O que ocorre
se uma mulher usando um DIU contendo cobre receber diagnóstico
de doença inflamatória pélvica (PID)?
◦
Trate a doença
inflamatória pélvica com os antibióticos apropriados.
◦
Não há necessidade
de retirar o DIU contendo cobre se a mulher desejar continuar
seu uso.
◦
Se a mulher não
quiser manter o DIU, retire-o após o tratamento antibiótico
ter começado.
◦
Se o DIU for
retirado, a mulher pode considerar o uso de pílulas
anticoncepcionais de emergência se apropriado.
◦
Se a infecção não
começar a ceder, o conselho geral seria retirar o DIU e
continuar os antibióticos. Se o DIU não for retirado, os
antibióticos devem ser continuados. Em ambas as
circunstâncias, a saúde da mulher deve ser monitorada de
perto.
◦
Proporcione um
gerenciamento amplo para infecções sexualmente transmitidas,
inclusive aconselhamento sobre o uso de preservativos.
4 - O que
fazer se uma mulher usando um DIU contendo cobre descobrir que
está grávida?
A usuária do
DIU está grávida
◦
Descarte gestação
ectópica.
◦
Explique para a
mulher que ela sob risco de aborto no segundo trimestre, parto
pré-termo e infecção se o DIU for deixado no lugar. A retirada
do DIU reduz estes riscos, apesar do próprio procedimento
apresentar um pequeno risco de aborto.
‑
Se a mulher não
quiser continuar a gravidez e se a interrupção terapêutica da
gravidez estiver legalmente disponível, informe-a.
‑
Se a mulher desejar
continuar a gravidez, esclareça para ela que ela teria riscos
maiores de aborto, parto pré-termo e infecção. Aconselhe-a a
procurar tratamento imediatamente se ela tiver sangramento
intenso, cólicas, dor, corrimento vaginal anormal ou febre.
Os fios do
DIU estão visíveis ou podem ser tocados a partir do canal
cervical
◦
Recomende a retirada
do DIU.
◦
Se o DIU tiver que
ser retirado, retire-o puxando suavemente os fios.
◦
Aconselhe a mulher a
voltar imediatamente à clínica se ela tiver sangramento
intenso, cólicas, dor, corrimento vaginal anormal ou febre.
◦
Se a mulher decidir
manter o DIU, aconselhe-a a buscar tratamento imediatamente se
ela tiver sangramento intenso, cólicas, dor, corrimento
vaginal anormal ou febre.
Os fios do
DIU não são visíveis e não podem tocados com segurança
◦
Quando um ultra-som
estiver disponível, ele pode ser usado para determinar o local
do DIU. Se o DIU não for localizado por ultra-som, isto pode
sugerir que ele foi expelido.
◦
Se o ultra-som não
for possível ou se o DIU for observado por ultra-som dentro do
útero, esclareça os riscos e aconselhe a mulher a buscar
tratamento imediatamente se ela tiver sangramento intenso,
cólicas, dor, corrimento vaginal anormal ou febre.
5 - Antibióticos
profiláticos devem ser prescritos para inserção de DIU
contendo cobre?
◦
Antibióticos
profiláticos geralmente não são recomendados para inserção do
DIU. Entretanto, em ambientes com alta prevalência de
infecções sexualmente transmitidas e acompanhamento limitado
de infecções sexualmente transmitidas, esta profilaxia pode
ser considerada.
◦
Aconselhe a usuária
do DIU a observar sintomas de doença inflamatória pélvica,
especialmente durante o primeiro mês.